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São as métricas!

As pessoas que trabalham na área da formação sabem que uma das maiores dificuldades com que se debatem é o de conseguirem provar a mais valia da formação às respectivas administrações. Tom Kelly, consultor Norte-Americano, sugere criação de um painel de ferramentas, ou um dashboard como lhe chamam os Americanos. Ou melhor dois dashboards, um relativo a dados quantitativos sobre grupos e outro sobre o impacto em termos de resultados. Para um gestor de uma unidade de negócio pode ser importante o tempo que a sua equipa vai estar alocada à formação, assim como as temáticas que vão ser desenvolvidas que vão possibilitar a resolução de determinados problemas na sua unidade. No entanto, quando estamos a falar com um CEO o que lhe interessa é a forma como a formação pode impactar nos resultados de negócio. Assim, o que poderá ser mais profícuo é a criação de um dashboard operacional e outro de resultados ao nível da empresa. Desta forma teremos dados para comunicar consoante as necessidades ou pretensões específicas de cada interlocutor da nossa empresa.
 
Mas se um dashboard operacional parece fácil de desenvolver o mesmo já não acontece com um ao nível dos resultados. Neste caso, o que teremos que fazer é identificar métricas de negócio nas várias áreas da empresa. Para o conseguirmos fazer vamos precisar de ajuda dos outros, pelo que um dos desafios que se coloca actualmente aos gestores de formação é conseguirem criar parcerias e fomentar relações profissionais dentro da organização. O objectivo é termos a capacidade de falar a linguagem do negócio e trabalhar em equipa com as várias áreas para conseguir medir a produtividade e consequentemente elaborar planos de formação que possam impactá-la. Por exemplo, falar com um Director de Produção e perceber com base em que indicadores é que mede a produtividade. Se não houver indicadores precisamos de identificá-los conjuntamente os responsáveis de cada área. Depois é preciso trabalhar e analisar os dados de forma a estabelecer correlações entre os dados da formação e da produtividade. Provavelmente não vamos conseguir estabelecer correlações em todas as situações mas conseguiremos pelo menos em algumas. Mas não basta dizer por exemplo que o número de reclamações diminui-o após uma formação em serviço ao cliente. É preciso calcular o ROI. Precisamos de saber quanto é que custa em média uma reclamação à empresa.
 
A área da formação na empresas não pode continuar a ser um departamento que se limita a executar aquilo que os outros pedem. Temos de conhecer o negócio e demonstrar de que forma é que o trabalho que fazemos para impacta no negócio. Só assim poderemos ser efectivamente considerados com um parceiro de valor acrescentado nas empresas, e levar a que a formação seja considerada como uma ferramenta estratégica.
 
 
(comentário Pedro Monteiro em 11.02.2013)
 
 
 
 
 

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